SPDA em indústrias: entenda a importância, obrigatoriedade e como garantir a conformidade técnica

Evite riscos elétricos, multas e paradas operacionais com um sistema de proteção contra descargas atmosféricas eficiente e certificado.

INSPEÇÕES E LAUDOS

5/8/20242 min ler

O Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), mais conhecido como para-raios, é um dos itens de segurança mais críticos em ambientes industriais. Além de proteger pessoas e equipamentos contra os efeitos devastadores de raios, o SPDA é exigido por lei em muitas edificações e deve seguir rigorosamente as normas da ABNT NBR 5419.

Raios podem gerar surtos elétricos com tensões altíssimas, capazes de danificar máquinas sensíveis, painéis eletrônicos, sistemas de automação e até provocar incêndios. Para empresas, a ausência de SPDA ou a manutenção negligente do sistema representa um risco técnico, financeiro e jurídico.

⚠️ Quem é obrigado a ter SPDA?

De acordo com a NBR 5419:2015, o SPDA é obrigatório em:

  • Indústrias com área construída superior a 1.200 m²

  • Edificações com altura superior a 30 metros

  • Locais que armazenam produtos inflamáveis

  • Áreas com alto índice de descargas atmosféricas

  • Qualquer empresa cujo estudo de risco indique necessidade de proteção

A não conformidade pode acarretar multas, interdições, negativa de cobertura por seguradoras e, principalmente, colocar vidas em risco.

📐 Como funciona um SPDA?

O sistema é dividido em três subsistemas principais:

  1. Captores: geralmente hastes metálicas, gaiolas de Faraday ou cabos aéreos instalados na parte superior da edificação.

  2. Condutores de descida: canalizam a energia do raio da estrutura para o solo de forma segura.

  3. Sistema de aterramento: dissipa a energia no solo, evitando surtos e tensões perigosas.

Além disso, um sistema de proteção interna deve ser projetado para proteger os equipamentos elétricos e eletrônicos da empresa contra surtos induzidos.

🔧 O que deve ser feito para manter o SPDA em dia?

Manter o SPDA em conformidade exige mais do que instalar os componentes. É necessário realizar manutenções periódicas, que incluem:

  • Inspeção visual das hastes, condutores e fixações

  • Medição da resistência do aterramento

  • Verificação da continuidade elétrica dos condutores

  • Avaliação do estado dos conectores e interfaces com estruturas metálicas

  • Emissão de laudo técnico com ART

A frequência da manutenção depende do tipo de ocupação, mas normalmente é feita anualmente ou após eventos extremos como descargas diretas, reformas ou mudanças de uso da edificação.

🧾 Qual documento comprova a conformidade do SPDA?

O Laudo de SPDA, emitido por engenheiro eletricista com registro no CREA, é o único documento aceito legalmente como prova de conformidade. Ele deve incluir:

  • Dados técnicos da edificação

  • Resultados de medições elétricas

  • Planta baixa com localização dos componentes

  • Recomendações de adequações, se necessário

  • Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)

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